"Cela de Costura" Documentário Netflix
Eu tinha cerca de 14 anos quando trabalhava em um mercadinho e recebi uma carta de um amigo do trabalho que havia sido detido. Uma frase da carta me pegou...
“As grades podem prender o corpo, mas nunca a mente.” Nunca esqueci da frase...nem dele. Hoje como profissional da saúde, vejo a potência da arte de costurar (tecidos, ideias, afetos) na vida das pessoas. Lembro da artista Fayga Ostrower que dizia em seu livro “Criatividade e Processos de Criação”: Que a pessoa cria não apenas para expressar o que sente ou pensa, mas também para organizar o mundo que o cerca. Ou seja, Precisa colocar “ordem na casa!”
No documentário “Cela de costura”, para fazer uma única colcha, eles ( prisioneiros) precisam de conhecimento técnico, disciplina e paciência. Cada peça exige concentração, matemática, destreza e, acima de tudo, amor.
É a união de polaridades: homens em um ambiente rígido e que manifestam delicadeza, organização e a capacidade de criar o belo. Será que a arte pode realmente transcender os muros da prisão e transformar a vida dos prisioneiros?
A felicidade das crianças que recebem as mantas, feitas em meio às limitações físicas desses homens, nos mostra “o poder da criação”.
É o que descobriremos juntos ao assistir ao documentário "Cela de Costura", da Netflix. É impossível não se emocionar com essa produção.
Articulando cinema, arte, vidas e conflitos. Uma pergunta...Como nós podemos criar ações que conectem pessoas de forma que todos se beneficiem, assim como acontece no documentário?
Se você não assistiu, assista!
Eu tive várias ideias aqui! E você?
Boa semana, Viviane 25/08/25
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